No De - Correr da vida

Questionando questionamentos...

Bom, acho que os blogs alheios tem me inspirado! Agora foi um comentário do blog de Wellington que inspirou outro poemas....

O post:


O comentário:

Preciso comentar,
Isso não deixaria passar.
Engraçado, põe-se a rimar
E o que sempre vem lhe alcançar
Me mostra algo impar.
Como um amor que não há de acabar,
Como uma dor que não há de passar...

Como assim poderá ficar?
O que passou não voltará
E lembranças não podem se prolongar
Na vida que há de andar...
É bom recordar
Mas, você não pode deixar
Os pedacinhos do caminhar
O lugar tomar
Daquilo que acontecerá!


 

Lendo um blog de um amigo - MJK - pude, sem querer, escrever coisas em mim guardadas e escondidas que hoje me atormentam constantemente! É estranho pensar como podemos responder certas questões partindo de outro pontos de vista. Enfim... postei aqui a pergunta final que ele fez no post "Além disso..." e o coméntário no qual eu escrevi no seu blog...


"Será q estamos aproveitando ao máximo nossas vidas?
A rotina é uma corrente q nos priva dos melhores momentos..."

Meu Comentário:

A culpa será do tempo ou nossa que não sabemos como encontrar os "momentos" no decorrer da rotina?

As vezes, me pergunto se essa aceleração traiçoeira da vida nos permite viver aquele momento que acreditamos não nos privilegiar pelo falto de não nos trazer grandes emoções... descobri, e não foi da melhor forma, que não!

Tudo acontece tão rápido, nos envolve tão depressa que, quando percebemos estamos aos berros amaldiçoando aquela pessoa até a milésima geração. E quando tudo isso acaba é, justamente dela que sentimos falta, dos momentos, das gargalhadas, das conversas no pátio do colégio...

Engraçado, como o valor é empregado! Engraçado como a vida e, a maldita rotina nos ingessa, nos trava, nos deixa, incrivelmente, desumanos... sim, desumanos!

Nos transformamos, no decorrer do tempo, em máquinas que fazem o trabalho que precisam fazer, falam o que precisam falar, veem o que precisam ver... se perdem em seus próprios afazeres, se perdem em sua própria imagem refletida naquele estranho objeto chamado espelho... seus sonhos são abandonados por falta de tempo!

Nesse ponto percebemos quem eramos e no que nos tranformamos... o tempo, a rotina, os momentos... palavras que tomam conta de todas as palpitações, de todos as emoções, de todos os aconchegos antigos! É nesse ponto em que não mais nos encontramos....
Hoje, eu preciso saber quem eu era e quem eu sou pois, se eu não parar nesse momento sei que não mais me encontrarei entre os convidados eternos da festa, que é a minha vida!

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,

Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:

Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,

Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,

Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José Saramago

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu

estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram

que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
Eu ficarei sozinho
Desfiando a recordação
do sincero, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

Ainda no assunto anterior...

O que você acham então de em vez de dinheiro dar comida?
Muitas pessoas acham que isso talvez, amenize as coisas mas,  como o mundo vai, acho que até alimento tá sendo trocado, ainda mais que nos últimos tempos os pedintes tem agredido pessoas que lhe ofertam produtos em vez de dinheiro. O que reforça mais ainda a idéia de que talvez o dinheiro não seja para alimentação mas, para o tráfico e outras "peripécias".

Engraçado, tava assistindo TV no feriado [Tiradentes] e vi uma nova campanha em ação, a de NÃO jogar os eletrodomésticos fora, dê a quem precisa, dizia a campanha,  para não ser descartado no meio ambiente. Então fiquei me perguntando quem precisa de uma TV, por exemplo, talvez não tenha um teto adequado, e talvez também não tenha geladeira, talvez na casa entre água... Tantos "talvez'es" penetraram em minha mente que quase surto. E o que mais me incomodou, mais uma vez, é o fato de, para quem eu vou dar esses eletrodomésticos? Como ele será reutilizado? Será que para quem eu tô dando vai usar de "boa fé"?

Questões pertubam minha mente...
Será que o caminho seja a cidadania?

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"Não sou aluno daqueles que se contentam em repetir os discursos alheios, sem questionar seus conteúdos."

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Obrigado por ler aquilo que dentro de mim faz revolução!
Espero que me ajudem a acalmar os meus soldados!

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